Com bíblia na mão, suspeito nega ter matado agente penitenciário

 

“Estou servindo a Jesus. Fizeram uma covardia comigo”, se defende Jorge Maicon Souza Pinto, 23 anos, o Chuchu, enquanto segura um bíblia com as mãos algemadas. Ele e outras duas pessoas foram presas acusadas de matar o agente penitenciário Paulo Sérgio Souza Silva, durante um assalto no dia 24 de agosto deste ano, em Castelo Branco.

Jorge e Franklin Anderson Barros Marques, 21, foram apresentados à imprensa na manhã desta sexta (22) no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro da Pituba. Além deles, José Augusto Oliveira, o Galego, também foi preso pela participação no latrocínio (roubo seguido de morte).

Segundo a polícia,  o trio abordou Paulo Sérgio para tomar o carro da vítima e José Augusto foi o responsável pelo tiro que matou o agente penitenciário. “O agente foi baleado quando eles perceberam que a vítima carregava uma arma na cintura”, explica o delegado Odair Carneiro, da Delegacia de Crimes Múltiplos do DHPP. Os suspeitos tiveram suas prisões temporárias decretadas pela 4° Vara Crime.

De acordo com as investigações, que incluem imagens de câmeras e depoimentos de testemunhas, o carro do agente penitenciário seria usado para roubar uma carga de eletrodomésticos. “Eles já tinham roubado um Celta no dia anterior e precisavam trocar de carro para posteriormente roubarem a carga. Foi quando cruzaram com a vítima” , acrescenta Carneiro. Todos os três têm passagem por roubo.

O primeiro a ser preso foi José Maicon no dia 8 deste mês, quando se apresentou no DHPP. “Com base nas informações dele chegamos aos demais”, conta o delegado.  Em seguida, o segundo mandado de  prisão foi  cumprido. José Augusto foi levado para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DHPP), após tomar um carro de assalto no bairro de São Marcos, no dia 20. Já Franklin foi encontrado no bairro da Lapinha também no dia.

Durante coletiva à imprensa, que contou com a participação do superintendente de Gestão Prisional da Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), major Júlio César Ferreira Santos, e o diretor da Cadeia Pública, Marcelo Neri, Jorge Maicon e Franklin negaram participação na morte do agente penitenciário. “Eu não fiz nada. Me colocaram nessa ‘laranjada’. Estou indo para igreja, me consertando”, diz Jorge. “Trabalho como ajudante de pedreiro com meu pai. Eu não fiz nada”, declara Franklin.

Correio24hs


Comentários

Os comentários estão fechados.