Jovem Itamariense é vitima de furto e é obrigado a doar cachorrinha

Na manhã deste sábado (02) , o Jovem Itamariense Sávio Oliveira, postou um vídeo em sua pagina oficial no facebook desabafando sobre um triste episodio , que vem sendo tão comum na vida de milhões de brasileiros. Triste e abatido, com palavras emocionadas, descrevidas em um breve texto, Sávio lamenta ser obrigado a doar sua cachorrinha, que já foi vitima no passado de mal tratos também.

Acompanhe na integra o desabafo do estudante de História, Sávio Oliveira:

“Reativei meu Facebook pra fazer esse texto lamentável. Vou precisar doar Arya, minha cachorrinha. Na última quinta 30/11/2017 quando cheguei de mais um cansativo dia de luta, minha cachorrinha veio ao meu encontro desesperada, era costume encontra-la euforica e alegre me lambendo, mas dessa vez, foi de tristeza, dor e muito choro.

Quando entrei na casa me deparei com cenas de ficar pasmem e sem chão. Uma vítima da sociedade invadiu a casa onde eu morava, espancou Arya, uma cachorrinha filhote de 7 meses, e roubou tudo q tinha valor material pra mim. Minha cachorrinha mijou toda a casa, foi triste. Poderia ter sido pior, mas por livramento nem eu nem minha irmã estava em casa, se uma cachorra filhote foi espancada, eu não sei o poderia ser feito com alguém que representasse uma real “ameaça” (é hilário mas é verdade) ao vagabundo.

Só eu sei o quanto isso atrapalhou minha vida. Fora os pensamentos ligeiros – e aterrorizantes, de saber que minha irmã poderia estar dentro de casa.

Eu sei que não sou uma exceção, isso é regra na sociedade. Como acadêmico, no momento não tenho maturidade pra discutir a estrutura social e definir o que levou aquele fi do diabo entrar na minha casa.

Pra mim o que esta importando é o fato consumado e os diversos prejuízos que isso acerretou para mim, que todos os dias da semana levanto da cama 5 da manhã, saio 6h e chego 23h.

Eu sei quem eu sou, de onde vim e a correria que faço pra permanecer onde estou. Sei que esse texto vai ser inútil pra resolver o problema, mas serviu pra desabafar, e pra lembrar do povo do meu País Salobrinho.

Me sinto com a dignidade destruída, mas seguiremos, um dia pra quem é a caça, outro dia pra quem é o caçador.”

 


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